O Clube de Leitura de Jane Austen

Esse definitivamente é um dos filmes que vai para a minha lista de "Por que eu demorei tanto para ver?!". Sem mais nem menos, senhoras e senhores, lhes apresento O Clube de Leitura de Jane Austen:



O filme começa de maneira hilária, despretensiosamente apresentando cada um dos personagens, e é necessário lembrar de cada um deles, pois todos tem uma conexão e uma história para contar. Não se identificou com um? Sem problemas, tem no mínimo seis para escolher! Se identificou com vários? Ótimo, cada um tem seu problema pessoal para resolver, e é impossível não enxergar um pouquinho de nós em cada um deles.

E essa é a grande pegadinha do filme. Assim como nos livros de Austen, a história de cada um começa com uma breve apresentação. Em apenas algumas cenas já sabemos como cada um é, suas falhas, suas qualidades. 

Saindo da apresentação do personagem, somos apresentados, então, aos problemas deles, e devo dizer, tem problema para todo mundo aqui! Sylvia descobre que seu marido a traiu, Bernadette já foi casada 6 (SEIS!) vezes, Allegra se apaixonae se desapaixona rapidamente, Grigg é um nerd que não sabe tomar iniciativa, Prudie é recalcada e rígida, sente atração por um aluno e seu casamento está indo pelos ares, e por fim temos Jocelyn, parece descolada no início, mas depois vemos que ela é controladora, tem medo da vida, mais especificamente, medo de relacionamentos.


Parecem tão inocentes e são tão problemáticos!

A conexão entre cada história dos personagens e cada livro é perfeita! A cada mês que passa, um dos livros acaba se encaixando de forma perfeita na vida  atribulada de um dos protagonistas, e podemos analisar não somente a vida deles, como a vida dos personagens de Jane, e como as duas vidas (apesar de estarem tão distantes quando se trata de tempo, cof cof, 200 anos de distância) se entrelaçam!

Enquanto assistia o filme percebi que, apesar de torcer para cada personagem e ficar feliz, puta da vida, triste, etc, quando algo dá certo ou dá errado, o que mais amei nesse filme não foram os problemas e a resolução deles (apesar de tudo ter sido MUITO bem desenvolvido), o que mais amei (além da ligação entre os livros e os personagens) foi como esse filme é a cara de um livro de Austen.

Em cada livro da minha dela, seus personagens são apresentados, acabam se dando mal de uma forma ou outra (ou várias), sofrem, sofrem, sofrem, sofrem (já mencionei que sofrem?), e no fim tudo dá certo. É como um conto de fadas, só que com pessoas e problemas reais.

Sempre adorei ver a forma como tudo dava certo nos livros, pois me dava a esperança de que as coisas podiam dar certo na vida real também. Esse filme trouxe essa sensação que tenho dos livros, e é ótimo poder sentir isso de novo, dessa vez, com algo novo (já reli Orgulho e Preconceito umas boas vezes)!

Parabéns para os incríveis Robin Swicord e Karen Joy Fowler (roteirista e escritora respectivamente) por essa incrível obra de arte! Imagino que se Jane Austen estivesse no século 21 (e fosse bem mais sutil e menos cruel em suas observações sobre as pessoas rs), ela adoraria (talvez até escreveria, vai saber) esse livro/filme!

Fora toda a questão do enredo, tem também o fato de que os atores/atrizes são ótimos, e um deles, o Hugh Dancy é, por acaso, um dos meus favoritos. Acho que ele é o favorito de muita gente, aliás:

Não sei porque ele tem tantas fãs...

Enfim, o que mais falar desse filme? Apaixonei-me por ele, assim como me apaixonei pelos livros da fantástica Jane Austen,  sua incrível percepção e talento.



Obs.: A trilha sonora também é óóótima!


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