Dormindo com o Inimigo (1991)

Olha, eu costumo gostar de filmes com a Julia Roberts. Acho que ela é uma boa atriz e adoro o cabelo dela. Dito isso, senti muita tristeza ao chegar no final do filme e pensar "MEU DEUS, MEU DEUS! Que filme RUIM"!


O filme começa mostrando a pacata vida de uma jovem esposa e seu marido. Pacata, pois os dois estão aproveitando as férias em uma praia aleatória, ficando em uma casa simplesmente LINDA, de gente muito RYYCA! Tudo parece perfeito. Claro que qualquer pessoa que leu o título desse filme sabe que essa perfeição é uma grande mentira.

O marido de Laura (Julia Roberts) é louco. LOUCO DE PEDRA! Ela tem de viver exatamente como ele determinar, usar as roupas que ele mandar, todas as latas do armário da dispensa têm que ficar de um certo jeito, assim como as toalhas do banheiro, o jantar tem que estar pronto no horário que ele quiser, e ah, se ela resolver olhar muito pela janela e algum cara vê-la...bem, ela obviamente deu em cima dele e merece apanhar. Obviamente.


Nada melhor do que um chute no estômago para excitar uma garota e fazê-la ficar com o maridão no dia seguinte. Não basta apanhar, tem que sofrer abuso sexual também do próprio marido ainda! Entretanto, ela é esperta, tem um plano para fugir desse monstro e recomeçar a sua vida.

E é aí que as coisas começam a ficar PÉSSIMAS.

O plano dessa linda era fingir sua própria morte. Nada de novo aí, especialmente se tratando de filmes Hollywoodianos. O problema é que ela resolveu fazer isso em alto mar, no meio de uma tempestade. Desculpe-me, não sei nadar, mas acho que o melhor nadador do mundo não conseguiria nadar vááááários quilômetros até uma praia no meio de uma tormenta. Assim, não sei se o roteirista desse filme entrou no mar alguma vez na vida, mas as ondas são fortes, e a correnteza puxa. Ela não teria de fingir sua morte, ela morreria mesmo.

Ela vive. 

OK, primeira situação absurda do filme. Não somente ela vive, como ela tem tempo de voltar para a casa de praia deles, pegar suas coisas, trocar de roupa e, enfim, sair da cidade. Claro. Porque não somente ela sobreviveu como também conseguiu nadar até a praia em cinco minutos!




Passando esses momentos surreais, nossa protagonista foge para uma cidadezinha em Iowa, perto do asilo aonde está sua mãe. Chegando lá o que acontece? Ela conhece um cara chamado Ben, ele gosta dela imediatamente, sem conhecê-la direito, mal sabendo seu nome. Ela consegue um emprego graças a ele e tudo parece ir bem.

Sim, porque todos nós vivemos em um conto de fadas da Disney e é assim que o mundo funciona. Se alguém finge a própria morte, a pessoa não contacta a polícia depois, não precisa de documentos novos (e verdadeiros) para arrumar um emprego, nada. Ah, uma mulher que apanhou do marido durante três anos não teria problemas de confiança, certo? Nem ódio/medo dos homens em geral, claro que não. 

Essa é a segunda situação absurda do filme. Eu mais do que adoraria que alguma pessoa aleatória viesse me salvar de mim mesma nos piores momentos da minha vida, mas não somente isso não acontece, como não é saudável. Só aprendemos a lidar com situações difíceis quando saímos delas sozinhos. Triste, mas verdade. 

Bem, enquanto nossa ruiva favorita aproveita a vida nova com o namorado novo, seu ex aproveitou para contratar detetives para encontrá-la, ir até a cidadezinha em Iowa, achar a coitada da mãe dela (e quase matá-la), enfim, revirar os céus e a Terra para encontrar Laura. E então chegamos na nossa situação absurda número três!

Após invadir a casa da ex, ameaçar o novo namorado, espancar o novo namorado, e, por fim, perder a posse de sua preciosa arma, Laura atira no monstro!


...e ele não cai.


Então ela atira de novo!


Morreu, morreu? Não! Caiu?! Caiu!


...mas por algum milagre do universo ele se levanta, e com essa cara bonita ainda:


Tudo bem, tudo bem, mais um tiro. MORRE DIABO!


Morreu, certo? Agora sim, não é? Er...ainda não!


Sim, ele ainda teve tempo de ameaçá-la uma última vez, pelos velhos tempos, sabe como é! Todavia, três tiros era o limite do nosso Hulk wannabe. 



Olha, duvido muito que alguém conseguiria ficar de pé com um tiro, quanto mais cair, levantar, e ainda ameaçar outra pessoa depois de TRÊS tiros! Depois de tantos acontecimentos impossíveis e um completo descaso com relação a como as coisas funcionam no mundo real, o filme termina com Laura nos braços de seu namorado, Ben (quase o nome do namorado da Barbie, olha que lindo!). 

Resumindo, esse filme é um lixo. Apesar da história ser sobre uma mulher que foge de um marido abusivo, o enredo é fraco e com mais buracos do que meu All Star velho. Li tantas críticas boas sobre ele, mas, como sempre, não dá para confiar nesses críticos de filmes Hollywoodianos! 

5 comentários:

  1. hauahauahuauah já vi esse filme naquelas sessões de madrugada, Corujão, sacolé? não lembrava bem desses detalhes, mas depois de ler esse post, dificilmente eu voltaria a ver esse filme com seriedade. rsrs

    adoro tuas percepções e sacadas, Gaby! ;)

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    1. Obrigada por comentar Eni (primeiro comentário do blog :D)! E não consegui ver esse filme com seriedade nem na primeira vez que o vi. Triste.

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  2. obg nem vi o filme mas preciso faze uma resenha pra escola disso então vlw assim eu n preciso vê essa merda

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  3. Kkkk porra nem um nadador profissa mesmo não se salvaria,quanta mentira.

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